Polícia inicia segunda fase de investigações no esquema de corrupção em hospitais particulares de Goiás

Na manhã desta quinta-feira, 14, o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Geccor) da Polícia Civil deflagrou a Operação BackDoor II com o objetivo de apreender computadores, celulares, documentos, contratos, extratos bancários e quaisquer outros elementos de informação atinentes aos investigados por processos de corrupção no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado de Goiás (Ipasgo).

As equipes cumprem, no total, 53 mandados de busca e apreensão neste momento em dez cidades goianas, sendo em Goiânia, Anápolis, Ceres, Aparecida de Goiânia, Inhumas, Itapaci, Jaraguá, Caldas Novas, Rialma e  São Patrício. Além disso, também há ação em São Paulo. Os mandados foram expedidos em desfavor 25 pessoas físicas e 27 jurídicas. A ação conta com a participação de 236 policiais civis e apoio de 50 peritos.

A primeira fase da operação foi realizada em julho de 2019, onde foi apurado que vários servidores envolvidos no esquema fraudulento eram terceirizados de uma empresa contratada pelo IPASGO. Na época, levantou-se ainda a suspeita de que os contratados para funções administrativas, exerciam a função de peritos para fazer análises. O contrato com a empresa investigada previa apenas o fornecimento de equipamento de tecnologia e de serviços técnicos e administrativos ao Ipasgo. No entanto, os próprios médicos da empresa também faziam as auditorias no órgão, ou seja, eles aditavam as contas do próprio local de trabalho.

Diante disso, foi instaurado um outro inquérito com o objetivo de apurar a relação entre a empresa e o instituto.

“Internavam uma pessoa e havia a necessidade de utilizar um medicamento. Na fatura eram cobrados cinco medicamentos, por exemplo.  Quando isso chegava no Ipasgo e o audito via que estava errado ele retirava os quatro [excedentes]. Porém, nesse meio tempo, eles faziam uma alteração no sistema de forma que esses quatro medicamentos voltavam para a fatura. Ou seja, eram pagos sem terem sido utilizados”, explicou o delegado.

Os investigados poderão responder por inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção ativa e passiva e organização criminosa.

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