Governador afirma que o decreto não possui data definida

Em entrevistas concedidas nesta quinta-feira (14), o governador Ronaldo Caiado (DEM) pontuou que o decreto talvez não saia hoje como prometido no início da semana, que sairia ontem (13), e prorrogado para publicação hoje.

Em sua fala, o governador afirmou que tem feito o que pode para gerar as melhoras estruturas, e citou os hospitais municipais que foram transformados em estaduais, mas reclamou da falta de apoio do governo federal e de municípios que possuem estrutura e não utilizam. Ele também criticou a postura da população, de autoridades e lideranças do estado, que tem sido contrários ao novo decreto, com medidas similares às do primeiro decreto, de março, com maior rigidez para o isolamento social em Goiás.

“Se tiver desemprego a culpa é do governo e se tiver falta de leito, é o governo também”, pontuou o governador.

Caiado chegou a dizer que as pessoas tem adotado a postura de Poncio Pilatos e lavado as mãos, transferindo a responsabilidade de todo o cenário atual ao Estado.

Caiado falou sobre as diversas reuniões que vem realizando desde o início da semana em busca de apoio para o novo decreto e chegou a dizer que não faria sentido publicá-lo, sem a adesão adequada. “Decreto pra que, se as pessoas não vão aderir?”, disse. Sobre a possibilidade de manter o decreto atual, o governador afirmou que o Estado não tem como reforçar a fiscalização e que isso seria responsabilidade dos municípios.

Isolamento

O trabalho feito pela Secretaria Estadual de Saúde em parceria com a UFG e Instituto Mauro Borges trabalha com uma taxa de isolamento mínima de 50% a ser alcançada com o novo decreto que será publicado em Goiás. “Esse índice é essencial para termos uma situação mais tranquila em relação ao número de casos e de internações”, defende a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO), Flúvia Amorim.

Sobre as medidas que serão adotadas para o alcance desse nível mínimo de isolamento, o grupo de trabalho de enfrentamento à Covid-19 irá acompanhar o que será efetivo para este alcance. “Vamos precisar testar e ser não chegarmos, outras medidas precisarão ser tomadas”, explica Flúvia Amorim. “O ‘como fazer’ é uma decisão do governo estadual em parceria com as secretarias e prefeituras”, acrescenta.

Segundo ela, não é possível afirmar que o fechamento de igrejas e mais fiscalização por exemplo sejam medidas suficientes para que o índice minimo desejado seja alcançado. A conscientização da população, medidas mais duras e fiscalização são a aposta de Goiás para impedir o crescente aumento no número de casos e colapso do sistema de saúde.

“Manter as pessoas em isolamento por muito tempo não é algo fácil, ainda mais no Brasil, um país com uma cultura de proximidade, de abraçar e beijar as pessoas. Outra questão que tem dificultado o isolamento é o fato de a situação epidemiológica estar mais tranquila, o que leva algumas pessoas a acharem que não existe essa necessidade ou que é exagero”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde.

Para Flúvia, esses dois pontos podem ter sido cruciais para que as pessoas se sintam tranquilas e estejam indo para as ruas, abrindo seus comércios e se sentirem protegidas. O trabalho, agora, é conseguir aumentar o isolamento em todo o Estado, que já chegou ao melhor patamar do país e, atualmente, amarga os piores índices. Principalmente em sua capital.

Fonte: Jornal Opção.

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