Ex-ministro faz referência a escravidão para explicar críticas ao isolamento social

Nesta terça-feira, em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o antigo chefe da saúde federal relacionou o passado escravocrata brasileiro às reações contrárias ao isolamento social. Para o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, as críticas às medidas de distanciamento social vêm, prioritariamente, das classes mais abastadas do país.

“Só quem está gritando é a Casa Grande, que está vendo o dinheiro do engenho cair. A Casa Grande arrumou o quarto dela, a despensa está cheia. Tem o seu próprio hospital. Ela lamenta muito o que está acontecendo, mas quer saber quando o engenho vai voltar a funcionar”, disse o ex- ministro.

A fala de Mandetta, que vai de encontro com os escritos de Gilberto Freyre em “Casa Grande e Senzala”, indica que as reações à doença são fruto das heranças culturais inerentes à história brasileira.

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