Quarentena será prorrogada mesmo com insatisfação de entidades empresariais

Durante uma live em suas redes sociais, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que o novo decreto, que saí hoje, irá prorrogar o decreto estadual de isolamento social por mais 15 dias pelo menos.

Em transmissão feita na quinta-feira (2), Caiado informou que avaliava prorrogar o fechamento do comércio, shoppings e indústrias por mais 15 dias. A causa principal para a continuidade da quarentena, neste momento, seria a falta de uma estrutura organizada para receber os possíveis casos positivos do novo coronavírus no estado apesar do planejamento e ações já realizados.

Caiado explicou que, embora o Estado conte com capacidade hospitalar, inclusive com a instalação de hospitais de campanha, o sistema de Saúde não dará conta de atender uma demanda alta com os equipamentos que possui hoje.

“Quando a gente mantém a quarentena como fizemos aqui é para não aumentar o número de casos graves. Se eu amanhã libero e não tenho estrutura para receber uma quantidade grande de infectados, teremos um problema”, apontou.

 

E ele ainda justificou que uma das principais causas recentes para essa tomada de atitude, seria o corte de compras na China que estavam previstas.

“Uma notícia que nos preocupou foi que a negociação com a China sobre equipamentos e respiradores caiu por terra, porque houve uma pressão a mais e o fornecimento foi repassado todo para os Estados Unidos, que deslocou para lá 23 aviões cargueiros. E então não podemos contar com essa capacidade de ampliar os leitos para ter condições de receber um número muito grande de infectados”, justificou.

 

Comércio

Nos últimos dias, comerciantes, empresários e trabalhadores têm demonstrado preocupação e impaciência quanto ao assunto. E deixaram claro em suas manifestações em redes sociais e conversas formais que não gostariam que o decreto fosse pela prorrogação a partir do dia 06 de abril. Algumas entidades inclusive se manifestaram claramente sobre o mesmo, e ainda avisaram que apenas aguardam o decreto para uma ação sobre o mesmo.

 

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, alerta sobre a movimentação em muitas cidades e empresas.

“Na minha opinião, pode haver uma reabertura descontrolada a partir de agora, se o decreto não trouxer nenhuma expectativa positiva para as empresas. Oferecemos ao governador todas as ferramentas necessárias para uma abertura segura, como uma plataforma que possibilitaria o controle do Estado e o comprometimento das empresas em seguir as regras. Fora isso, não estaremos trabalhando em conjunto e poderemos perder o rumo das coisas”, advertiu.

 

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços no Estado (Acieg), Rubens Fileti, o maior problema é que existe uma grande ansiedade e clamor entre os empresários, que não estão gerando receita.

“Estamos muito próximos de uma situação de desordem e precisamos ter cautela para não propagar essa chama, que é muito perigosa”, alertou Fileti.

 

O presidente executivo da Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Edwal Portilho, o Tchequinho, também adverte para o risco de muitas empresas reabrirem suas portas, mesmo contrariando o decreto estadual, principalmente os micro, pequenos e médios negócios.

“É notório que as ruas já estão bem mais cheias, com a população se movimentando bem mais”, destaca.

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